terça-feira, 14 de junho de 2011

O que os pequenos precisam comer

O cardápio da infância


De 0 à 6 meses
Alimentação
Leite materno.
Características
Possui os nutrientes necessários ao desenvolvimento e tem potencial imunológico.
Observação
A fórmula infantil (leite especial para bebês) pode substituir o leite materno, caso a mãe não possa amamentar. O leite de vaca é vedado nessa fase.



De 6 meses à 1 ano
Alimentação
Papa doce, com frutas, e salgada, com carne e legumes cozidos, e sucos naturais.
Características
Início da alimentação mais completa, já que o leite não supre mais todos os nutrientes necessários.
Observação
Gosto e a textura dos alimentos são percebidos pela criança. A papinha industrializada não deve ser oferecida com frequência.


De 1 ano à 2 anos
Alimentação
Entram arroz, feijão, legumes, verduras, carne ou frango desfiado. Temperos fortes devem ser evitados.
Características
Essencial ao desenvolvimento físico e cognitivo: a falta de ferro causa anemia e a de vitaminas e minerais afeta a visão e a pele. A escassez de carboidratos prejudica a produção de hormônios.
Observação
As gorduras não devem ser retiradas do cardápio, pois atuam na formação do cérebro.




De 2 anos à 6 anos
Alimentação
Os itens da fase anterior mais alientos ricos em vitamina C, zinco e fibras.
Características
Proteínas ajudam no desenvolvimento muscular, vitamina C previne infecções, zinco, a anemia, e as fibras regulam o intestino.
Observação
É preciso atentar ao consumo de produtos industrializados, altamente calóricos .




De 7 anos à 12 anos
Alimentação
Dieta completa.
Características
O cálcio é fundamental e precisa ser consumido em grandes quantidades (em torno de 1,5 g/dia).
Observação
O crescimento esperado para esta fase só perde para o que ocorre no primeiro ano de vida .





Fontes: Maria Camila Borges Domingos, nutricionista da área de pediatria do Hospital Santa Catarina (SP); José Spolidoro, presidente da Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral (Sbnpe); Eurico Mendonça , endocrinologista do Hospital Infantil Sabará; Fábio Ancona Lopez, nutrólogo e pediatra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); Mauro Fisberg, pediatra e nutrólogo, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); Paula Canavó, nutricionista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz


Dica: Leve seu filho para fazer acompanhamento com Nutricionista, assim ele terá uma alimentação equilibrada para cada fase da vida e irá crescer com saúde!

Conheça nove alimentos que ajudam a preservar a memória





Frutas vermelhas: morangos, açaís, amoras, mirtilos, cerejas e framboesas são algumas das frutas que podem ajudar a preservar o mecanismo de memória relacionado à idade, por ajudarem a eliminar proteínas tóxicas que são ligadas à perda da memória.




Vinho tinto: o consumo moderado de álcool pode prevenir o Alzheimer. Todavia, é preciso aliar este consumo a uma dieta e hábitos saudáveis para que o efeito não seja prejudicial.







Manteiga de amendoim: assim como o próprio amendoim, é rica em gorduras boas e vitamina E, ajudando o cérebro e o coração a funcionarem adequadamente. Podem ser substituídos por amêndoas e avelãs.






Semente de girassol: outra boa fonte de vitamina E, assim como outras sementes. Quando tostada, pode conter 30% da quantidade necessária da vitamina por dia. Pode ser consumida em saladas e massas, como pães e bolo.





Grãos integrais: ricos em fibras, quando incluídos em uma dieta com frutas, vegetais, azeite e vinho tinto, podem colaborar para a diminuição da capacidade cognitiva. "Não ingerimos alimentos e nutrientes isoladamente, mas sim combinados", destacou o professor de neurologia da Universidade de Columbia, Nikolaos Scarmeas.






Vegetais verde escuros: espinafre, brócolis, escarola e outros vegetais com esta coloração são ricos em vitamina E e folatos. Os folatos diminuem a quantidade de um aminoácido chamado homocisteína no sangue, que é capaz de matar as células nervosas e também é ligada ao maior risco de doenças cardíacas.





Peixe: salmão, atum e outros peixes ricos em gordura são também ricos em ômega 3 e ácido docosahexaenoico (DHA), essencial para o funcionamento dos neurônios. Além disso, comer mais peixe significa reduzir a ingestão de outras proteínas, como a carne vermelha, rica em gorduras que podem entupir as artérias.





Azeite: por ser rico em vitamina E, que é uma poderosa antioxidante que protege os neurônios e células nervosas, o azeite, as nozes e sementes colaboram para proteger o cérebro. No Alzheimer, neurônios e partes do cérebro começam a morrer, deteriorando a capacidade cognitiva.







Abacate: sua gordura é rica em vitamina E e antioxidantes que protegem o cérebro e as células nervosas. "O benefício só está nos alimentos ricos nesta vitamina e não nos suplementos", disse Martha Clare Morris, diretora da seção de nutrição e epidemiologia nutricional do Departamento Interno de Medicina da Rush University, de Chicago.







Consulte-se com um nutricionista!

Os riscos da Bisfenol A


Pesquisa mostrou que a substância presente no plástico se acumula mais rapidamente no corpo do que se pensava anteriormente


O bisfenol A é usado na fabricação de plásticos como o PVC, que compõem as embalagens das mamadeiras
O bisfenol A é usado na fabricação de plásticos como o PVC, que compõem as embalagens das mamadeiras

A exposição de seres humanos ao bisfenol A (BPA), uma substância tóxica presente no plástico, pode ter sido subestimada por estudos científicos anteriores, sugere uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Missouri, nos Estados Unidos. O químico encontrado em produtos de plástico, como vasilhas e mamadeiras, preocupa os médicos devido aos riscos de causar câncer de mama, problemas cardíacos, além de danos aos fetos e distúrbios endócrinos em crianças pequenas.

Para o estudo, os pesquisadores expuseram um grupo de camundongos a uma dieta diária e suplementada com BPA e compararam com outro grupo que teve uma única exposição à substância. Eles encontraram uma absorção aumentada e acumulação de BPA no sangue dos animais.

O estudo foi publicado na revista científica Environmental Health Perspectives. Esta é a primeira pesquisa a examinar as concentrações de BPA em modelos animais depois da exposição durante uma dieta regular e diária - o que, segundo os pesquisadores, é o melhor método para se aproximar da exposição crônica e contínua como a que ocorre com os seres humanos. Nos levantamentos anteriores, os ratos eram expostos uma única vez à substância.

No texto, os cientistas pontuam que mais de 90% das pessoas nos Estados Unidos possuem concentrações de BPA no corpo. "Nós acreditamos que estes estudos realizados em ratos em que a exposição ao BPA é através da dieta é uma representação mais precisa do que acontece com o BPA no corpo humano", disse a pesquisadora Cheryl Rosenfeld. Segundo ela, mais estudos são necessários para saber o mecanismo de concentração, absorção e distribuição do BPA na corrente sanguínea.

O que é?

Bisfenol A (BPA) é uma matéria-prima do policarbonato, um plástico resistente que é utilizado em vários produtos, como mamadeiras ou no revestimento interno de latas.


O que provoca?

A substância é similar ao homônio feminino, o estrogênio. Ao entrar em contato com o organismo, ela pode alterar o funcionamento das glândulas, aumentanto ou diminuindo a ação de hormônios naturalmente produzidos pelo corpo, essenciais para o funcionamento correto do organismo.


Riscos:

A partir de estudos realizados com camundongos, os pesquisadores detectaram problemas como o câncer de mama, distúrbios do coração, obesidade e hiperatividade. Além disso, a substância pode provocar dano aos fetos, afetados durante a gestação, e a crianças pequenas, que podem ter suas funções endócrinas prejudicadas.



Saiba mais:

* Prefira mamadeiras de vidro ou livre de bisfenol A para os bebês;

* Evite esquentar no microondas bebidas e alimentos armazenados em recipientes de plásticos. O bisfenol A é liberado em maiores quantidades quando o plástico é aquecido;

* Vasilhas de plástico não devem ser levadas ao congelador. A liberação do composto é acelerada quando há resfriamento;

* Evite carregar e deixar no carro garrafinhas de água, com o aquecimento dentro do carro devido à exposição ao sol, libera o bisfenol A;

* Atenção ao consumo de alimentos e bebidas enlatadas. O bisfenol A é utilizado no revestimento interno das latas;

* No lugar de pratos e copos de plástico, opte por vidro, porcelana ou aço inoxidével;

* Descarte utensílios lascados ou arranhados. Lavá-los com detergentes fortes e utilizar a parte grossa da esponja são atitudes contraindicadas;

* É possível identificar embalagens plásticas com bisfenol. Evite aquelas que tenham os símbolos de reciclagem com os números 3 e 7 no interior do triângulo.


Fonte: Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia - SP (Sbem) e Elaine Costa, Endocrinologista do Hospital das Clínicas de São Paulo e membro do gripo de trabalho dos desrreguladores endócrinos da Sbem - SP.



segunda-feira, 13 de junho de 2011


Ansiedade:

como combatê-la através da alimentação


Certos alimentos podem levar à ansiedade; outros podem apaziguá-la. Primeiramente deve-se manter os níveis de açúcar estáveis no sangue, com a distribuíção de pequenas refeições ao longo do dia.

Carboidratos complexos contêm serotonina, um neurotransmissor que tem efeito calmante no cérebro. Consuma cereais integrais (arroz ou farinha de trigo integral) em todas as refeições. Ingira quantidades suficientes de vitaminas do complexo B, aumente a ingestão de levedo de cerveja, arroz integral e hortaliças verde-escuras.

Alimentos fibrosos e iogurte com lactobacilos vivos ajudarão a melhorar a flora intestinal, o que será benéfico para a produção de serotonina via intestinal. Cálcio e magnésio acalmam o organismo. Boas fontes são encontradas em: algas marinhas, brócolis, couve, soja, nozes, salmão, sardinha, iogurte sem açúcar.

Alimentos que devem ser evitados:

A cafeína e o álcool causam a ansiedade e seus sintomas. Açúcar refinado (doces) e refrigerantes são os principais inimigos das pessoas ansiosas. Eles elevam os níveis de açúcar sanguíneo rapidamente, o que leva à irritabilidade, depressão e tensão. A ansiedade pode ser resultado de toxinas acumuladas no corpo e estresse. Nestas situações, recomenda-se dieta desintoxificante (alimentos in natura, eliminar leite, carne vermelha, café, chá preto, álcool, aumentar o consumo de frutas e hortaliças).


Suplementos naturais que podem ser utilizados:

5-hidroxitriptofano (aminoácido precursor da serotonina);

Óleo de peixe ou linhaça;

Levedo de cerveja (complexo B);

Dolamita (cálcio e magnésio);

Plantas como kava-kava, valeriana, erva-de-são-joão e camomila.


Consulte-se com um nutricionista!


Evellen Lima

Nutricionista - CRN8-6802

Atendimento de terça à sábado, das 8 às 20 horas

Bella Company - Beleza e Nutrição: 3228-2781 / 9941-5530

O que comer nas festas juninas?




Estamos no mês de junho e com ele vem a famosa festa junina. Neste mês, há muito tempo, comemora-se o dia de Santo Antônio, São João e São Pedro. Os conhecidos "santos casamenteiros".

Esta época é de muita alegria, devido a festas, danças, brincadeiras, confraternizações e muitas comidas típicas: arroz doce, canjica, bolo de milho, cocada, pé de moleque, doce de abóbora, pipoca, batata doce, quentão, vinho quente, estas e outras delícias que só de pensar já nos fazem perder a cabeça! O que fazer para comer todas estas coisas e não sair fora do peso?

A resposta certa para esta pergunta é a seguinte: comer na quantidade adequada. Você pode experimentar de tudo, mas não extrapole na quantidade. Alguns alimentos típicos desta época, apesar de possuírem valor calórico elevado, contêm nutrientes e propriedades funcionais ao nosso organismo, como por exemplo:

Vinho quente: O vinho é originado através da fermentação da uva fresca. Esta bebida apesar de possuir teor alcoólico possui propriedades funcionais para o nosso organismo, segundo estudos. Se consumido com moderação pode proteger o coração contra doenças cardiovasculares, já que possui uma substância chamada flavonóide que tem ação antioxidante, que também combate os radicais livres e proporciona o rejuvenescimento das células. Outra propriedade presente no vinho é o reverastrol, que faz com que aumente as taxas de HDL (colesterol bom) no sangue. Um copo pequeno fornece aproximadamente 190kcal.




Milho: Seja como pipoca, canjica, bolo, o importante é não deixar de experimentar um pouquinho deste cereal. Possui alto valor nutritivo, contendo vitamina C, A, folato, ferro e fibras, em sua composição nutricional. É um alimento de fácil digestão. Uma espiga de milho fornece aproximadamente 108 kcal.





Batata doce: Possuidora de um sabor adocicado irresistível, este carboidrato é fonte de beta caroteno, que ajuda a evitar alguns tipos de câncer. Uma batata doce assada fornece aproximadamente 106 kcal.






Pinhão: Este delicioso petisco é fonte de proteína, tendo também em sua composição nutricional cálcio, magnésio e fibras. Cerca de 5 unidades de pinhão cozido fornecem aproximadamente 51 kcal.



Depois de conhecer um pouco mais sobre estes alimentos, aproveite para não deixar de consumir um pouco de cada neste mês especial.

O segredo para que você não adquira alguns quilinhos nestas festas é o seguinte: não exagere na quantidade. Consuma sempre uma quantidade pequena. Quando for em uma festa junina aproveite não só para comer, mas curta também o clima de alegria, as brincadeiras, a famosa quadrilha e confraternize-se com seus amigos.

Vista a sua roupa de caipira, coloque o seu chapéu de palha e bom arraial para todos!


Por:
Roberta dos Santos Silva
Nutricionista-chefe do programa Cyber Diet, formada pela Universidade Católica de Santos CRN-3 14.113


Benefícios do Chá Verde


As virtudes medicinais do chá são de conhecimento milenar, especialmente seu efeito estimulante. Mas hoje, a ciência está comprovando suas propriedades terapêuticas e cosméticas. E isso está acontecendo com o chá verde (também conhecido como banchá), considerado atualmente um aliado da saúde por ser rico em flavonóides - substâncias antioxidantes que ajudam a neutralizar os radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento celular precoce. Também está comprovado que o chá verde ajuda a diminuir as taxas de colesterol e ativa o sistema imunológico. As virtudes do chá verde na prevenção do câncer, já muito divulgadas atualmente, vêm do fato de que ele é rico em bioflavonóides e catequinas, substâncias que bloqueiam as alterações celulares que dão origem aos tumores.

Além de conter manganês, potássio, ácido fólico e as vitaminas C, K, B1 e B2, ajuda a prevenir doenças cardíacas e circulatórias por conter boa dose de tanino: o consumo diário desse chá diminui as taxas do LDL (colesterol que faz mal à saúde) e fortalece as artérias e veias.

Mas as boas notícias não acabam aí: está comprovado que o chá verde acelera o metabolismo e ajuda a queimar gordura corporal. Um dos estudos foi realizado na Suíça com três grupos de pessoas que seguiram a mesma dieta. O resultado: o grupo que recebeu chá verde teve aumento de 4% na velocidade de combustão das calorias no organismo e de 5% na queima de calorias em relação aos outros dois grupos pesquisados. Um estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition, demonstrou que extrato de chá verde - que possui altas concentrações de antioxidantes como catequina, polifenóis e muitos outros compostos incluindo cafeína - pode aumentar a utilização de energia muito acima dos efeitos da cafeína pura.

Pesquisadores acreditam, ainda,que o hábito de beber chá em vez de café é um dos fatores responsáveis pelo menor índice de infarto em países do Oriente. E como se não bastasse, comprovou-se também que as substâncias presentes no chá verde ajudam a prevenir cáries, têm ação antiinflamatória e antigripal, ativam o sistema imunológico e regeneram a pele.

Os princípios curativos e regeneradores da Camellia sinensis (planta originária do chá verde) enriquecem os cosméticos que prometem recuperar o viço da pele e dos cabelos. Tanto que as indústrias de cosméticos incluem os extratos das folhas em fórmulas de produtos como cremes e loções. Substâncias presentes na Camellia sinensis também dissolvem gorduras e são eficazes no tratamento de celulite e gordura localizada.

E para e pele mais um benefício: por ser rica em tanino, substância com propriedades anti-séptica e adstringente, a planta é indicada também para limpar e equilibrar peles oleosas. Na edição de 3 de março de 2004, a Revista Veja publicou uma matéria anunciando a mais recente novidade que aumenta a lista de benefícios do chá verde.

Ainda na área da dermatologia, a novidade é que o chá verde pode proteger contra os efeitos nocivos do sol. Segundo a revista, "o assunto foi um dos mais comentados do último congresso da Academia Americana de Dermatologia, por causa de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Nova Jersey". Eles descobriram que o chá, transformado em creme, melhora o sistema de defesa das células da pele contra os raios ultravioleta do tipo B, aqueles responsáveis pelo vermelho-pimentão. Ao reduzir a inflamação causada por essa radiação, o chá verde aumentaria a proteção contra o câncer de pele. A descoberta pode ser o ponto de partida para a produção de uma nova família de loções.

Fonte: http://www.chaverde.org
Síndrome Metabólica


A síndrome metabólica ou plurimetabólica, chamada anteriormente de síndrome X, é caracterizada pela associação de fatores de risco para as doenças cardiovasculares (ataques cardíacos e derrames cerebrais), vasculares periféricas e diabetes. Ela tem como base a resistência à ação da insulina, o que obriga o pâncreas a produzir mais esse hormônio.

Síndrome metabólica é uma doença da civilização moderna, associada à obesidade, como resultado da alimentação inadequada e do sedentarismo.

Fatores de risco

* Intolerância à glicose, caracterizada por glicemia em jejum na faixa de 100 a 125, ou por glicemia entre 140 e 200 após administração de glicose;

* Hipertensão arterial;

* Níveis altos de colesterol ruim (LDL) e baixos do colesterol bom (HDL);

* Aumento dos níveis de triglicérides;

* Obesidade, especialmente obesidade central ou periférica que deixa o corpo com o formato de maçã e está associada à presença de gordura visceral;

* Ácido úrico elevado;

* Microalbuminúria, isto é, eliminação de proteína pela urina;

* Fatores pró-trombóticos que favorecem a coagulação do sangue;

* Processos inflamatórios (a inflamação da camada interna dos vasos sangüíneos favorece a instalação de doenças cardiovasculares);

* Resistência à insulina por causas genéticas.

Diagnóstico

O diagnóstico leva em conta as características clínicas (presença dos fatores de risco) e dados laboratoriais. Basta a associação de três dos fatores abaixo relacionados para diagnosticar a síndrome metabólica.

* Glicemia em jejum oscilando entre 100 e 125, ou entre 140 e 200 depois de ter tomado glicose;

* Valores baixos de HDL, o colesterol bom, e elevados de LDL, o mau colesterol;

* Níveis aumentados de triglicérides e ácido úrico;

* Obesidade central ou periférica determinada pelo índice de massa corpórea (IMC), ou pela medida da circunferência abdominal (nos homens, o valor normal vai até 102 e nas mulheres, até 88), ou pela relação entre as medidas da cintura e do quadril.

* Alguns marcadores no sangue, entre eles a proteína C-reativa (PCR), são indicativos da síndrome.

Prevalência

As manifestações começam na idade adulta ou na meia-idade e aumentam muito com o envelhecimento. O número de casos na faixa dos 50 anos é duas vezes maior do que aos 30, 40 anos.

Embora acometa mais o sexo masculino, mulheres com ovários policísticos estão sujeitas a desenvolver a síndrome metabólica, mesmo sendo magras.

Sintomas

Praticamente todos os componentes da síndrome são inimigos ocultos porque não provocam sintomas, mas representam fatores de risco para doenças cardiovasculares graves.

Tratamento

Como a obesidade é o fator que costuma precipitar o aparecimento da síndrome, dieta adequada e atividade física regular são as primeiras medidas necessárias para reverter o quadro. No caso de existirem fatores de risco de difícil controle, a intervenção com medicamentos se torna obrigatória.

Recomendações

* Passe por avaliação médica regularmente, mesmo que não esteja muito acima do peso, para identificar a instalação de possíveis fatores de risco;

* Lembre-se de que a síndrome metabólica é uma doença da civilização moderna associada à obesidade. Alimentação inadequada e sedentarismo são os maiores responsáveis pelo aumento de peso. Coma menos e mexa-se mais. Procure fazer acompanhamento com um profissional nutricionista;

* Deixe o carro em casa e caminhe até a padaria ou a banca de revistas. Sempre que possível, use as escadas em vez do elevador. Atividade física não é só a que se pratica nas academias;

* Escolha criteriosamente os alimentos que farão parte de sua dieta diária. As dietas do Mediterrâneo, ricas em gorduras não-saturadas e com reduzida ingestão de carboidratos, tem-se mostrado eficazes para perder peso;

* Evite cigarro e bebidas alcoólicas que, associados aos fatores de risco, agravam muito o quadro da síndrome metabólica.



por: Dr. Drauzio Varella

para: http://www.drauziovarella.com.br


A síndrome metabólica é uma doença resultante de fatores como sobrepeso, elevada concentração de gordura abdominal e obesidade, que aumentam de modo significativo os riscos de doenças cardiovasculares.
Segundo alguns autores da área, são escassos os dados acerca da prevalência exata dessa síndrome (MATOS, RODRIGUES e GUEDES, 2003), contudo é a doença mais comum relacionada ao metabolismo humano.
Nesse sentido, considerando os riscos associados a essa síndrome, o Instituto Nacional do Coração dos Estados Unidos elencou algumas atitudes que podem prevenir o surgimento da doença. Confira:
1 - Mantenha seu índice de massa corporal (IMC) abaixo de 25; (peso dividido por altura ao quadrado)
2 - Mantenha sua cintura dentro do ideal. Para homens, o limite estipulado é de 101,1 centímetros, e para a mulher é de 88,9 centímetros;
3 - Mantenha seu peso corporal dentro do limite saudável. Para saber mais, procure um profissional nutricionista;
4 - Paute suas refeições com base em baixos teores de calorias, gorduras e colesterol;
5 - Pratique exercícios físicos;
6 - Faça exames regulares e verifique sua pressão arterial frequentemente.
(Fonte: SIS.SAÚDE)

Evellen Lima

Nutricionista Clínica e Funcional - CRN8 -6802


Agendamento de consultas pelos telefones: 3228-2781 / 9941-5530